Revista da Associação Médica Brasileira Revista da Associação Médica Brasileira
Rev Assoc Med Bras. 2012;58:215-21 - Vol. 58 Núm.02

Nível de atividade física e exercício físico em pacientes com diabetes mellitus

Camila Kümmel Duarte a, Nutricionista; Pós-graduanda em Ciências Médicas (Endocrinologia), Jussara Carnevale de Almeida b, Doutora em Ciências Médicas (Endocrinologia), UFRGS; Professora Adjunta do Departamento de Medicina Interna, UFRGS; Professora Orientadora do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas (Endocrinologia), UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil , Aline Juliana Schneider Merker c, Nutricionistas e/ou Professoras de Educação Física; Colaboradoras do Serviço de Endocrinologia, Fabiane de Oliveira Brauer c, Nutricionistas e/ou Professoras de Educação Física; Colaboradoras do Serviço de Endocrinologia, Ticiana da Costa Rodrigues d, Pós-Doutora, University of Colorado; Médica Contratada, HCPA; Professora Orientadora do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas (Endocrinologia), UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil

a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil
b UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
c Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Porto Alegre, RS, Brasil
d UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil

Palavras-chave

Diabetes mellitus; hipoglicemia; autocuidado; exercício.

Resumo

Objetivo: Comparar nível de atividade física (NAF) e cuidados relacionados ao exercício físico (EF) em pacientes com diabetes mellitus (DM). Métodos: Pacientes com DM ambulatoriais (adultos e usuários de insulina) foram avaliados conforme NAF (questionário internacional; atividades moderadas, intensas e caminhadas realizadas em uma semana típica), questionados sobre prática formal de EF, autocuidado e episódios de hipoglicemia relacionados ao EF e motivos para não praticá-lo. Resultados: Foram avaliados 225 pacientes: 107 (47,6%) com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e 118 (52,4%) com diabetes mellitus tipo 1 (DM1), sendo maior o número de pacientes com DM2 classificados como pouco ativos [33 (30,7%) vs. 12 (10,3%)] e menor a proporção dos muito ativos [9 (8,7%) vs. 29 (25%)], quando comparados com pacientes com DM1. Não praticantes de EF (n = 140) o faziam por motivos diferentes: pacientes com DM2 por "desconforto", "restrição médica" e "não gostarem"; pacientes com DM1 por "falta de tempo", "preguiça" e "hipoglicemia". Apenas 85 pacientes praticavam EF regularmente, independente do NAF, e 38,8% realizavam autocuidados como alimentação, alongamento, monitoramento da glicemia capilar. Pacientes com DM2 [5 (14,3%)] relataram menos episódios de hipoglicemia relacionada ao EF do que aqueles com DM1 [17 (34%)]. Conclusão: Pacientes com DM2 possuem NAF e comportamento relacionado à prática de EF diferentes de pacientes com DM1.