Revista da Associação Médica Brasileira Revista da Associação Médica Brasileira
Rev Assoc Med Bras. 2013;59:571-5 - Vol. 59 Núm.06 DOI: 10.1016/j.ramb.2013.06.012

Referências de periódicos médicos brasileiros em publicações nacionais

Renan Kleber Costa Teixeira a,, Nara Macedo Botelho b, Andy Petroianu c

a Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil
b Curso de Medicina da Universidade do Estado do Pará, Belém, PA, Brasil
c Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil

Palavras-chave

Artigo de revista. Fator de impacto. Bibliografia.

Resumo

Objetivo

Avaliar se há preferência pela citação de periódicos internacionais em detrimento dos nacionais em 10 periódicos nacionais de medicina em dois períodos de tempo distintos.

Métodos

Foram avaliadas todas as referências dos artigos publicados nos periódicos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo Medical Journal, Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, Clinics, Jornal Brasileiro de Pneumologia, Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Revista Brasileira de Psiquiatria e Acta Ortopédica Brasileira nos anos de 2011 e 2007, verificando a quantidade de artigos provenientes de revistas nacionais e internacionais.

Resultados

Foram analisadas 36.125 referências dispostas em 1.462 artigos nas 10 revistas analisadas. Desse total, 4.242 (11,74%) foram de periódicos nacionais. Não houve diferença significativa entre os dois períodos analisados. Artigos que citaram artigo de periódico nacional somaram 453 (30,98%) artigos não citaram nenhum artigo de periódico nacional, enquanto 81 artigos (5,54%) citaram mais artigos nacionais que estrangeiros.

Conclusão

Do total de referências utilizadas, 11,74% foram referentes a artigos de periódicos brasileiros. Esse valor, quando comparado à porcentagem da produção brasileira no mundo na área de medicina, demonstra uma boa citação dos artigos nacionais.

Artigo

Introdução

A publicação brasileira vem crescendo nos últimos anos de forma exponencial.1 Na década de 1960, a média de publicações científicas publicadas em periódicos registrados no Information Sciences Institute era de 52 artigos anuais. Na década de 1970, houve pouca mudança e a média cresceu para 64 artigos. Contudo, em 2001, os pesquisadores nacionais publicaram cerca de 10.555 artigos em periódicos indexados, correspondendo ao crescimento de 165 vezes na publicação nacional. No mesmo período, o crescimento mundial foi de 2,18 vezes.2

Grande parte dessa produção científica é produzida dentro de universidades publicas nacionais, por meio dos programas de pós-graduação stricto sensu.3 Entretanto, esse crescimento da quantidade e qualidade dos artigos não foi acompanhado pelos periódicos brasileiros.4 Eles ainda estão muito aquém dos periódicos internacionais, principalmente em relação aos americanos.5, 6

Parte dessa desproporção está relacionada com as políticas nacionais de avaliação dos programas de pós-graduação, no que se refere aos periódicos em que os artigos foram publicados. Considerando que todas as revistas com fator de impacto elevado são estrangeiras, os pesquisadores acabam induzidos a publicar nelas, para receberem conceito melhor por parte dos órgãos avaliadores e de fomento, como as FAPES, CAPES e CNPq.7, 8, 9

Esse menosprezo pelos periódicos nacionais gera um viés, por vezes despercebido por grande parte dos pesquisadores brasileiros: o reduzido número de citações de artigos nacionais. Na tentativa de facilitar a publicação, há o conceito errado de que a citação de artigos estrangeiros valoriza o manuscrito, por torná-lo equivalente aos trabalhos nele citados.10, 11

A avaliação da qualidade de um periódico é realizada por meio de seu Fator de Impacto (FI), sendo ele baseado na quantidade de citações que a revista recebe. Ventura et al.12 e Figueiredo13 estudaram individualmente os dados bibliométricos de uma revista científica brasileira, e verificaram, respectivamente, que apenas 9,9% e 4,4% das citações utilizadas eram de periódicos nacionais, sendo os demais estrangeiros.

O objetivo deste estudo foi avaliar a proporção de citações de periódicos brasileiros em artigos publicados em 10 revistas nacionais.

Métodos

Foram analisadas as referências de 10 periódicos nacionais (Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo Medical Journal, Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, Clinics, Jornal Brasileiro de Pneumologia, Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Revista Brasileira de Psiquiatria e Acta Ortopédica Brasileira) nos anos de 2011 e 2007.

Para a seleção das revistas foi utilizada a base Journal Citation Reports, na qual contaram 27 periódicos nacionais de medicina, sendo selecionadas aleatoriamente 10 revistas científicas desta base por meio de um software estatístico. Os anos de estudo das referências foram baseados no estudo de Teixeira et al.,14 que propõe diferença mínima de 5 anos entre os momentos de análise.

Foram incluídos todos os artigos definidos como “artigos originais”. Os artigos classificados como editoriais, revisão de literatura, relato de caso, artigos sem referências e cartas ao editor não foram incluídos na pesquisa. Os artigos dentro do critério de inclusão e exclusão foram analisados com base nas referências utilizadas pelos artigos nacionais.

O protocolo de pesquisa avaliou a quantidade total de referências utilizadas, sendo desconsideradas nessa contagem referências de livros, páginas de internet ou citação de citação (apud). Verificaram-se quantas referências eram provenientes de periódicos nacionais e estrangeiros e a relação entre artigos de periódicos nacionais com os artigos de periódicos estrangeiros.

Estudou-se ainda a quantidade de citações que as revistas receberam e, dessas, quantas foram provenientes de periódicos nacionais e da própria revista. Esses dados foram adquiridos no sistema SciELO de cada periódico.

Foi utilizado o teste t de Student para verificar se houve mudança entre os dois períodos em cada revista, o teste ANOVA para verificar se havia diferença entre as revistas, e o teste de correlação linear de Pearson para verificar se a quantidade de referências utilizadas influenciava na quantidade de referências nacionais citadas. Um valor de p < 0,05 foi adotado para definir significância estatística nos testes empregados.

Resultados

Foram analisadas 36.125 referências em 1.462 artigos dos 10 periódicos estudados nos dois períodos, correspondendo a uma média de 24,71 ± 10,14 referências por artigo. Do total analisado, 20.915 (57,89%) citações foram utilizadas em 804 (54,99%) artigos publicados em 2011, apresentando uma média de 26,01 ± 9,59 citações/artigo. No ano de 2007 foram identificados 658 (45,01%) artigos que citaram 15.210 (42,11%) referências, o que correspondeu a uma média de 23,11 ± 10,57 citações/artigo. Houve diferença nos dois períodos analisados (p < 0,0001); o ano de 2011 apresentou maior quantidade de citações por artigo.

No que tange à citação a artigos de periódicos nacionais, foram identificadas 4.242 (11,74%) referências do total analisado, correspondendo a uma média de 2,90 ± 3,82 citações/artigo. Desse total, 2.519 (59,38%) foram citadas nos artigos publicados em 2011 e 1.723 (40,62%) no ano de 2007, apresentando, respectivamente, uma média de 3,13 ± 4,07 e 2,61 ± 3,47 citações/artigo. Houve diferença estatística entre os períodos analisados (p = 0,0092).

A Tabela 1 mostra a quantidade de referências a periódicos nacionais, o total de citações e a quantidade de artigos analisados nos anos de 2011 e 2007 por revista estudada. Nessa tabela, evidencia-se que as revistas São Paulo Medical Journal e Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular apresentaram diferença significante na quantidade de citações a periódicos nacionais entre os dois períodos analisados.Além disso, percebe-se que a Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical apresentou uma média maior de citação a periódicos brasileiros do que as demais revistas (p < 0,01).

Tabela 1. Quantidade de referências a periódicos nacionais, total de referências utilizadas e quantidade de artigos das revistas estudadas

Revista Referências a periódicos nacionais Total de referências Total de artigos
  2011 2007 2011 2007 2011 2007
  N % N %        
Arquivos Brasileiros de Oftalmologia 144 11,88% 233 9,74% 1.212 2.392 60 117
Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular a 310 20,81% 95 10,88% 1.489 873 56 39
Revista da Associação Médica Brasileira 214 15,97% 208 12,69% 1.340 1.638 55 73
São Paulo Medical Journal a 87 9,88% 44 4,01% 880 1.095 33 43
Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia 111 7,16% 138 6,55% 1.550 2.105 54 69
Clinics 362 4,42% 126 5,81% 8.189 2.165 277 82
Jornal Brasileiro de Pneumologia 315 19,10% 185 13,42% 1.649 1.378 70 61
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical b 800 30,18% 527 29,45% 2.650 1.789 112 88
Revista Brasileira de Psiquiatria 85 8,85% 103 12,37% 960 832 34 35
Acta Ortopédica Brasileira 91 9,13% 64 6,78% 996 943 53 51
Total 2.519 12,04% 1.723 11,32% 20.915 15.210 804 658

Fonte: protocolo de pesquisa.

a p < 0,05 (t de Student – Quantidade de citações a periódicos nacionais 2011 × 2007).
b p < 0,01 (ANOVA – Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical × demais revistas em 2011 e 2007).

Do total de artigos estudados, 453 (30,98%) não apresentavam referência nacional. Em 2011, a quantidade de artigos foi 251 (31,21%), e em 2007 foi de 202 (30,69%), sem diferença entre os dois anos (p = 0,9217). Oitenta e um artigos (5,54%) citaram mais artigos de periódicos nacionais do que estrangeiros, sendo 49 (6,09%) artigos em 2011 e 32 (4,86%) em 2007, havendo diferença significante entre os dois períodos (p = 0,0411) em relação à quantidade de artigos que citaram mais referências nacionais do que estrangeiras.

Quando verificada a relação entre a quantidade total de referências a periódicos utilizados e a quantidade de citações a periódicos nacionais, não houve correlação entre essas variáveis (p = 0,0040; r Pearson = 0,0924).

A Tabela 2 mostra a quantidade de citações que as revistas estudadas receberam e quantas foram provenientes de periódicos nacionais, internacionais e da própria revista. Percebe-se que 4,32% do total de citações que todas as revistas receberam foram provenientes de periódicos estrangeiros.

Tabela 2. Quantidade de referências encontradas em periódicos brasileiros provenientes de revistas nacionais, internacionais e da própria revista

Revista Total de citações Citações de periódicos nacionais Citações de periódicos internacionais Citações da própria revista
Arquivos Brasileiros de Oftalmologia 3.156 3.080 97,59% 76 2,41% 2.078 65,84%
Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular 2.569 2.550 99,26% 19 0,74% 1.877 73,06%
Revista da Associação Médica Brasileira 4.146 3.971 95,78% 175 4,22% 415 10,01%
São Paulo Medical Journal 1.399 1.293 92,42% 106 7,58% 136 9,72%
Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia 3.453 3.326 96,32% 127 3,68% 1.423 41,21%
Clinics 1.994 1.971 98,85% 23 1,15% 892 44,73%
Jornal Brasileiro de Pneumologia 2.638 2.597 98,45% 41 1,55% 1.138 43,14%
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 9.352 8.673 92,74% 679 7,26% 2.671 28,56%
Revista Brasileira de Psiquiatria 3.562 3.390 95,17% 172 4,83% 800 22,46%
Acta Ortopédica Brasileira 721 715 99,17% 6 0,83% 147 20,39%
Total 32.990 31.566 95,68% 1.424 4,32% 11.577 35,09%

Fonte: SciELO.

Discussão

O conhecimento científico produzido no Brasil está em intensa expansão, e esses artigos estão conseguindo alcançar um patamar sem precedentes tanto de quantidade quanto de qualidade. Contudo, os periódicos nacionais não conseguiram acompanhar esse crescimento.2, 4 A qualidade de um periódico é mensurada pelo FI, calculado com base na relação entre total de citação que o periódico recebeu em 2 anos e a quantidade de artigos publicados nesse período, sendo, portanto, uma medida que não avalia diretamente os artigos publicados, mas o conjunto dos artigos publicados em determinado período.6

A citação geral a periódicos nacionais, mesmo parecendo baixa (11,74%) quando comparada à porcentagem da produção brasileira no mundo na área de medicina (0,9%),2 evidencia um esforço dos autores nacionais em citar a produção nacional. Pode-se ratificar esta ilação pelo aumento significativo da média de citação a artigos de periódicos nacionais.

Vários fatores influenciam na citação de um artigo, como seu título, local onde foi realizada a pesquisa, área do conhecimento, dentre outros.15, 16 Entretanto, Pinto e Andrade17 ressaltam ainda que os artigos de periódicos de países subdesenvolvidos tendem a apresentar poucas citações por motivos variados, como dificuldade de acesso aos artigos publicados em periódicos nacionais, precariedade de títulos assinados pelas instituições, ou preferência dos autores brasileiros por periódicos internacionais, mesmo que não tenham FI e estejam em revistas sem valor destacado.

Mesmo apresentando um nível relativamente elevado de citação aos periódicos nacionais, há necessidade de ampliar este valor, visto que cerca de metade dos artigos nacionais nunca são citados.2 Goffi10 afirma que somente quando não houver informações nacionais de um determinado assunto é que se pode recorrer a dados estrangeiros.

Esse estudo não visa estimular uma xenofobia científica.14 Contudo, é necessária uma conscientização dos autores nacionais acerca do tema, visto que cerca de 1/3 dos artigos não citaram nenhuma referência nacional. E estudando as revistas isoladamente (Tabela 1), a exceção de duas revistas, percebe-se que houve uma manutenção do perfil de citação, mostrando que ações devem ser realizadas para estimular a citação de periódicos brasileiros.

A Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical apresentou o maior índice de citação de artigos nacionais (30%). Esse exemplo deve ser seguido, visto que quase a totalidade de citações das revistas estudadas foi proveniente de periódicos nacionais (95,68%), assim com uma maior citação dos artigos brasileiros haverá uma tendência ao crescimento do FI e qualidade dos periódicos, e consequentemente indexação destes em grandes bases de dados, como PubMed, e os artigos publicados nestes poderão ser acessados e lidos numa escala mundial e mais irrestrita.11, 14

Deve-se ressaltar que os dados encontrados podem não representar todo o universo dos periódicos nacionais de medicina podendo em determinadas revistas apresentar perfis diferentes do encontrado neste artigo, visto que vários são os fatores que influenciam na citação de um artigo, contudo é necessário ampliar as discussões sobre este tema principalmente para garantir o crescimento das revistas nacionais.

Conclusão

Do total de referências utilizadas, 11,74% foram referentes a artigos de periódicos brasileiros. Esse valor, quando comparado à porcentagem da produção brasileira no mundo na área de medicina, demonstra uma boa citação dos artigos nacionais. Contudo, é necessário ampliar a citação de artigos nacionais sem realizar, no entanto, uma xenofobia científica, visto que assim os periódicos nacionais conseguirão galgar grandes bases indexadoras e ampliar a quantidade de pessoas que leriam seus artigos, e consequentemente,aumentaria seu FI.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.


☆ Trabalho realizado na Universidade do Estado do Pará, Belém, PA.

Recebido 4 Outubro 2012
Aceito 30 Junho 2013

Autor para correspondência. renankleberc@hotmail.com

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